domingo, 29 de julho de 2007

Lixo e Purpurina.

"Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do vôo no momento exato. Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e becos de mim, Senhor."

Caio.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

paro à beira de mim e me debruço, não espero nada, não me procuro. não conheço nenhuma paz que me sirva, quero uma paz reinventada, despercebida. para isso, preciso cumprir os exercícios do dia.

1. não olhar por fora dos meus olhos
1.1. não sentir o que não cabe em mim
1.2. desinventar esperas
1.3. desaguar

2. dois desapegos por dia
2.1. desentrelaçar os dedos
2.2. recolher as mãos
2.3. desistir de me enfeitar de dor

3. escrever um telegrama de amor em um fio de arame
3.1. tomar uma posição obliqua na chuva
3.2. deixar que a chuva afine as camadas
3.3. inventar associações entres cores e sons, dar prioridade a tons de cinza e cinza escuro.

exercício extra: amarrar toda parte de mim em mim

quinta-feira, 26 de julho de 2007

"EU QUERIA TER o tempo e o sossego suficientes
Pra não pensar em cousa nenhuma,
Para nem me sentir viver,
Para só saber de mim nos olhos dos outros, reflectido."

Pessoa.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Lygia


'Volto às minhas lembranças que foram se acumulando no meu eu lá de dentro, em camadas, feito poeira. Invento (de vez em quando) o que é sempre melhor do que o nada que nem chega a ser nada porque meu coração pulsante diz: EU SOU EU SOU EU SOU. Meu peito (rachado) continua oco...'


Anão de Jardim.